mas me teve em teu colo
com um cafuné
como se cuidasse de mim
por uma vida inteira(escrevinhar)
Descobri que amei.
Acredita? Amei.
E digo como se tivesse orgulho
e digo como quem se convenceu disso.
Amei. Amei. Amei.
Sobretudo fui tola.
Amava sem saber fazê-lo
e, por isso, sem cautela.
Amava causando feridas
e sendo constantemente machucada.
Amava um amor de desiludidos.
Mas era amor.
(Não era?!)
Amei um amor de longe,
que não ousava ou suportava demasiadas horas conjuntas,
um amor desses que aumenta com a abstinência.
Mas eu amava.
Logo meu amor me deixou doente.
Eu precisei sempre repetir o meu sentimento
mas de amor a gente não desiste, certo?
E eu insistia na brincadeira de fazer
aquilo que eu acreditava ser amor.
E era amor.
E eu amava com mais forças quando a via se distanciando,
me empurrando e cuspindo
como vomitava álcool e injúrias.
E eu amava um vulto longínquo e distorcido,
pois a fome de amar mascarou aquela indecência
e a denominou.
E eu amei. Amei. Amei. Amei.
Vocês já se sentiram como se não tivesse certeza de nada mais? Como se tudo fosse um grande e horrível buraco? Como se tudo fosse muito vago?
O problema é que eu sou um oceano, muito maior, mais escuro e profundo do que seus pés são capazes de alcançar. Sou tocada pela metade.
O problema é que eu sou um oceano, muito maior, mais escuro e profundo do que seus pés são capaz de alcançar. Sou tocada pela metade.